Certo. Segunda-feira fria de manhã e a cama mais gostosa do que o normal. “Me deixe ficar por mais cinco minutos” é o que todos pedem para poder descansar um pouco mais. Pois bem, nesses meus cinco minutos, eu penso em quanto a água do chuveiro pode estar gelada, que esqueci de fazer o dever do final de semana, que tenho dentista, que saiu um novo filme no cinema e a nova coleção de roupas na minha loja preferida. E como sempre, eu penso em você. Quase como obrigação, acho até que você vem antes de todos os outros pensamentos.
Eu não fico pensando em algum compromisso ou qualquer coisa do tipo ao seu lado, mas é só que seu rosto aparece pro meu rosto sem nenhum motivo. E aí eu levanto da cama. Não meu querido, eu não levanto por você. Mas é que já são 7:00 e eu preciso me aprontar. Se fosse pra ficar pensando em você ficava na cama mesmo. E então lá vou eu: mesmas atividades, mesmas pessoas, seu sorriso. SEU SORRISO. Nesse momento há um pause. Não estou falando de pegar um controle da vida parar o tempo e começar a te admirar. Estou falando da pausa real. Estou falando de você passando por mim me cumprimentando gentilmente e minhas bochechas corando. Estou falando sobre o coração palpitando, o cérebro brigando e o suspiro fundo quando você já não está mais olhando.
Pois é seu bobo. Eu fico boba com você olhando pra mim. E acho que bobos se entendem. E acho que quem se entende deveria ficar junto. Então acho que nós devêssemos ficar juntos.
Enfim, eu volto pra casa. Assisto meus seriados, faço meus deveres atrasados, vou esquentar minha cama ainda sem você do lado.
Eu não estou pedindo um fim ao com você, meus pensamentos diários são só a introdução da história. O começo, esse sim só começa comigo dentro do seu coração também.










